Opinião: Veio para “legalizar”, apenas o tornaram mais “ilegal”.

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Certamente que a capa do JN de hoje não surpreende ninguém que está por dentro do mundo das apostas. Quantas vezes na fila para registar o boletim do Placard não vejo menores a discutir quem vai ou não ganhar hoje, quantos golos vão ser marcados ou a forma da equipa que joga hoje.
No discurso politico a legalização do jogo chegou para supostamente o tornar mais limpo, honesto e com a possibilidade de os apostadores se profissionalizarem podendo declarar os seus rendimentos e ver a sua profissão acreditada no meio.

Na realidade a legalização do jogo traduziu-se numa expulsão de todos os bookies (Bet365, BetFair, Betclic, Sportingbet, etc) e monopolização de um serviço pertencente ao estado, podendo este ditar todas as regras do jogo sem que tenha qualquer rival que nos sirva de alternativa. Qualquer semelhança com uma ditadura é pura imaginação (ou não).

Placard: 4 Meses Depois

Confesso que no inicio, até gostei da ideia do Placard ( não imaginava que iam “banir” os outros bookies com o preço abusivo das licenças e taxação). Porém, naquela altura faltava uma alternativa offline, onde uma pessoa podia estar num café e apostar no jogo que ia passar na TV a seguir. Mais do que o valor apostado ou os seus potenciais ganhos, é aquela injecção de adrenalina capaz de transformar qualquer jogo por mais irrelevante que seja para o comum português, numa partida emotiva ao ponto de poder ser confundido por um adepto da equipa que apostou.


O Placard tinha todas as condições para se tornar popular e ter o carinho de todos os Portugueses, até porque ao apostar no Placard estamos a ajudar a Santa Casa nas suas nobres causas, mas em vez disso passa uma imagem de “Somos a única alternativa, fiquem felizes pelo facto de existirmos” colocando odds ridículas, resistindo ao upgrade para o  online, abrindo poucos mercados, pouca oferta de campeonatos e modalidades e agora veio ao publico o que todos sabíamos: a falta de controlo sobre os menores que entram neste  mundo das apostas cedo demais.

Não é irónico que quando não existia a lei de legalização, os bookies (Bet365, Betclic, Sportingbet, Betfair) que exigiam SEMPRE cópia do Cartão de Cidadão + Comprovativo de Morada conseguissem ser mais “legais” e cumprir com as lei (mesmo quando não existia) que a Santa Casa que reagiu ao facto de os menores apostarem com um “a culpa é dos mediadores”?

Conclusão:

Quatro meses depois, o Placard atingiu a popularização que pretendia através da monopolização forçada,  agora se calhar é tempo para ouvir os seus “clientes” e satisfazer algumas das suas exigências mínimas como (melhores odds, e plataforma online) isto porque o movimento pirata continua a crescer e aos poucos os Portugueses continuam a voltar as casas de apostas online que ainda operam em Portugal como  a SuperAposta, RealDealBet, 10Bet, Betboro, 1XBet que continuam a oferecer grandes BONUS de registo.

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